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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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População de África vai duplicar para 2,4 mil milhões até 205

Mäyjo, 18.09.13

População de África vai duplicar para 2,4 mil milhões até 2050

 

A população africana deverá duplicar para mais de 2,4 mil milhões ao longo das próximas décadas, devido à melhoria dos cuidados de saúde e medicamentos, avança um novo estudo. À África Subsaariana – a região mais pobre do mundo – caberá protagonizar o maior crescimento populacional do mundo entre o presente e 2050.

Population Reference Bureau alerta que a explosão demográfica poderá colocar uma enorme pressão sobre os recursos de algumas das áreas mais carentes do mundo. O crescimento projectado assume que o planeamento familiar se tornará mais difundido em regiões onde, por motivos religiosos ou culturais, a contracepção não tem sido amplamente adoptada.

Os 10 países do mundo com maior fertilidade fazem todos parte da África Subsaariana, onde as mulheres têm em média 5,2 filhos – índice que sobe para 7,6 no Níger.

“Quase todo este crescimento acontecerá nos 51 países da África Subsaariana”, afirmou Wendy Baldwin, presidente e CEO da organização. “O rápido crescimento populacional torna difícil para as economias criar empregos suficientes para tirar um grande número de pessoas da pobreza.”

Para além das altas taxas de natalidade, a população da região também é bastante jovem – 43% tem menos de 15 anos. Carl Haub, co-autor do estudo, defende: “Dada a jovem população, o futuro crescimento populacional de África vai depender do grau em que os pais do futuro recorram ao planeamento familiar”.

Os países em desenvolvimento tendem a registar grandes diferenças de rendimento entre ricos e pobres, que estão associadas também a grandes diferenças na fertilidade e na saúde. No Uganda, as mulheres de um quinto das famílias mais pobres têm o dobro dos filhos das mulheres de um quinto das famílias mais ricas. Por sua vez, as crianças das famílias mais pobres estão muito mais propensas a morrer antes de completarem os cinco anos de idade do que as crianças nascidas no seio das famílias mais abastadas.

Foto: Sob licença Creative Commons


in: Green Savers